quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Bom, vamos pular todo esse capítulo de adolescência porque o drama é repetitivo, vamos direto pra quando me assumi, foi assim:
Foi no ano da minha formatura do segundo grau, depois da formatura em fui de férias à Florianópolis, lá conversando com minha prima contei a ela, minha tia já deu a entender que sabia, e meu primo gay que mora na Austrália com o marido que é australiano também já sabia, pelo menos daquela parte da família já tinha me livrado, aproveitei muito por lá, "fervi" muito com essa minha prima "tricotamos na linha roxa" como ela dizia que na verdade era fofocar, quando voltei a pra minha cidade, na noite seguinte a minha chegada, estávamos eu, minha mãe e o marido dela na sala tomando umas bebidas e tal, e ela soltou do nada: "Eu quero saber o que tu é!". Na hora paralisei durante um quarto de segundo, sabe aquela sensação que dá e passa num piscar de olhos mas que parece uma eternidade? Que parece que o coração para e a respiração não existe mais? Pois então foi isso mesmo que eu senti. Mediante a exclamação dela eu não tive escolha a não ser dizer a verdade, nós nos abraçamos, choramos e ela disse: "Não importa o que venha acontecer, se tu estiver feliz eu vou estar em dobro, e não importa quem ou quando, se eu tiver que brigar por ti eu vou brigar, tu é meu filho, nasceu de dentro de mim, e isso nunca, nada nem ninguém vai poder mudar", nem preciso dizer que depois disso eu só queria abraçar aquela mulher maravilhosa que estava na minha frente, que mais parecia um anjo que tinha vindo tirar todo o sofrimento e o peso do meu corpo, tirar aquela angústia, aquele sentimento ruim de estar sempre escondendo algo, então depois no outro dia nós conversamos melhor mas nada mudou, continuamos os mesmos só que mais próximos ainda, porque nós sempre fomos muito próximos e agora estamos mais! Depois rola mais história queridos, agora tenho que ir trabalhar, beijos.

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