Mais uma vez aqui dando continuidade a história.
Na última postagem terminei contando sobre a primeira balada GLS que fui com meu amigo, bom é claro que nos viciamos nesse mundo novo e cheio de promessas, com caras bonitos olhando pra você, querendo conhecer você, saber de onde veio, "você é especial, tão novinho, só 15 aninhos" e por aí vão as frases, nós (é claro) nos sentindo as últimas bolachas do pacote né, mas depois conhecendo todo mundo, se acostumando com aquilo, começando a fazer "amizades" dentro do grupo, aquele grupo começa a te introduzir no estilo de vida que a maioria dos gays e lésbicas levam, aquela vida onde tudo parece tão promisso e legal, onde têm festas com muita bebida e drogas, e também muito sexo e você vai indo, achando que está ficando "experiente", quando na verdade não está, você só está sendo mais um daquele grupo de tantos que daqui a alguns anos não vai ser nada, só vai viver de lembranças de como a juventude foi boa, sendo que aquele período não volta mais, e que agora seria impossível ter um estilo de vida como aquele de volta, porque você não tem mais condições financeiras nem psicológicas pra aguentar tudo aquilo de novo, sim, eu já usei maconha e cocaína, poucos ainda não experimentaram isso, e não, não é uma coisa de que me orgulhe, apenas olho pra trás e agradeço por ter saído daquela antes, fico pensando como seria minha vida agora se continuasse daquele jeito, não teria vida...
Mas antes de todo esse capítulo aconteceu um período de grande aprendizado e preparação, foi com um gay mais velho que não dizer o nome, apenas vou me referir a ele pelo apelido carinhoso que nós colocamos nele: Garétte, sim essa pessoa foi muito importante na minha vida, foi uma amizade muito boa, com ele aprendi, "fervi" vivi ótimos momentos, ele me ensinou muitas coisas sobre o lado negro deste mundo, me advertiu, e graças a isso não caí em muitas furadas, na verdade ele foi o primeiro gay assumido que eu tive contato na vida.
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