segunda-feira, 12 de março de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Bom, depois de todo o episódio de chororô, amiguinhos e tal, começamos a conversar mais profundamente, sobre todos os aspectos preocupações, família em volta e todas essas "burocracias", foi quando (pra mim) eu liguei o foda-se e pensei: É a minha vida, e vou fazer dela o que eu bem entender e quiser... E assim está sendo. Um tempo depois acabei contando pra ela que quero fazer a mudança, ela encarou normalmente, disse que tudo bem, só que eu me cuidasse, mas ela estaria feliz comigo feliz, e agora estou começando a me preparar pra todos os tratamentos, acompanhamentos, cirurgias (que são várias) e é isso, sem inspiração hoje...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Espero que estejam gostando da minha vidinha monótona, só peço desculpas pela pobreza de detalhes, é que na hora de escrever me vêm tantas coisas na cabeça, tantas lembranças que não consigo organizar elas pra colocar aqui, mas acho que vocês estão entendendo minhas passagens.
Algumas partes da história estão meio divididas, ou um pouco na frente uma da outra, mas o importante é que tá tudo explicado! Beijos!
Algumas partes da história estão meio divididas, ou um pouco na frente uma da outra, mas o importante é que tá tudo explicado! Beijos!
Bom, vamos pular todo esse capítulo de adolescência porque o drama é repetitivo, vamos direto pra quando me assumi, foi assim:
Foi no ano da minha formatura do segundo grau, depois da formatura em fui de férias à Florianópolis, lá conversando com minha prima contei a ela, minha tia já deu a entender que sabia, e meu primo gay que mora na Austrália com o marido que é australiano também já sabia, pelo menos daquela parte da família já tinha me livrado, aproveitei muito por lá, "fervi" muito com essa minha prima "tricotamos na linha roxa" como ela dizia que na verdade era fofocar, quando voltei a pra minha cidade, na noite seguinte a minha chegada, estávamos eu, minha mãe e o marido dela na sala tomando umas bebidas e tal, e ela soltou do nada: "Eu quero saber o que tu é!". Na hora paralisei durante um quarto de segundo, sabe aquela sensação que dá e passa num piscar de olhos mas que parece uma eternidade? Que parece que o coração para e a respiração não existe mais? Pois então foi isso mesmo que eu senti. Mediante a exclamação dela eu não tive escolha a não ser dizer a verdade, nós nos abraçamos, choramos e ela disse: "Não importa o que venha acontecer, se tu estiver feliz eu vou estar em dobro, e não importa quem ou quando, se eu tiver que brigar por ti eu vou brigar, tu é meu filho, nasceu de dentro de mim, e isso nunca, nada nem ninguém vai poder mudar", nem preciso dizer que depois disso eu só queria abraçar aquela mulher maravilhosa que estava na minha frente, que mais parecia um anjo que tinha vindo tirar todo o sofrimento e o peso do meu corpo, tirar aquela angústia, aquele sentimento ruim de estar sempre escondendo algo, então depois no outro dia nós conversamos melhor mas nada mudou, continuamos os mesmos só que mais próximos ainda, porque nós sempre fomos muito próximos e agora estamos mais! Depois rola mais história queridos, agora tenho que ir trabalhar, beijos.
Bom, depois de todo esse período transitório e todo o "lado negro da força", continuando a frequentar a mesma balada aquela, fui me acostumando e ficando conhecido, aí veio a popularidade, todos me conheciam e eu conhecia todos, aquilo já estava ficando chato, mas mesmo assim pensava: "É isso, isso mesmo que eu quero pra minha vida, essa liberdade, esse gosto de noite, de festa, de bebida e alegria" então me sentia no meu lugar, onde tudo era perfeito e tudo funcionava, só que apenas por uma noite, quando voltava pra casa, quando entrava em casa, vinha aquela sensação de culpa, de receio, de ansiedade, de nervosismo, pensando "imagina se minha mãe descobre aonde eu estava, imagina se alguém me viu e disser pra ela?..." Meu Deus isso me preocupava um montão, na verdade corroía a minha alma, todo o meu ser, mas mesmo assim continuava fazendo, pensava "se ela descobrir pelo menos valeu a pena, eu tive meus minutos de liberdade e felicidade"...
Mais uma vez aqui dando continuidade a história.
Na última postagem terminei contando sobre a primeira balada GLS que fui com meu amigo, bom é claro que nos viciamos nesse mundo novo e cheio de promessas, com caras bonitos olhando pra você, querendo conhecer você, saber de onde veio, "você é especial, tão novinho, só 15 aninhos" e por aí vão as frases, nós (é claro) nos sentindo as últimas bolachas do pacote né, mas depois conhecendo todo mundo, se acostumando com aquilo, começando a fazer "amizades" dentro do grupo, aquele grupo começa a te introduzir no estilo de vida que a maioria dos gays e lésbicas levam, aquela vida onde tudo parece tão promisso e legal, onde têm festas com muita bebida e drogas, e também muito sexo e você vai indo, achando que está ficando "experiente", quando na verdade não está, você só está sendo mais um daquele grupo de tantos que daqui a alguns anos não vai ser nada, só vai viver de lembranças de como a juventude foi boa, sendo que aquele período não volta mais, e que agora seria impossível ter um estilo de vida como aquele de volta, porque você não tem mais condições financeiras nem psicológicas pra aguentar tudo aquilo de novo, sim, eu já usei maconha e cocaína, poucos ainda não experimentaram isso, e não, não é uma coisa de que me orgulhe, apenas olho pra trás e agradeço por ter saído daquela antes, fico pensando como seria minha vida agora se continuasse daquele jeito, não teria vida...
Mas antes de todo esse capítulo aconteceu um período de grande aprendizado e preparação, foi com um gay mais velho que não dizer o nome, apenas vou me referir a ele pelo apelido carinhoso que nós colocamos nele: Garétte, sim essa pessoa foi muito importante na minha vida, foi uma amizade muito boa, com ele aprendi, "fervi" vivi ótimos momentos, ele me ensinou muitas coisas sobre o lado negro deste mundo, me advertiu, e graças a isso não caí em muitas furadas, na verdade ele foi o primeiro gay assumido que eu tive contato na vida.
Na última postagem terminei contando sobre a primeira balada GLS que fui com meu amigo, bom é claro que nos viciamos nesse mundo novo e cheio de promessas, com caras bonitos olhando pra você, querendo conhecer você, saber de onde veio, "você é especial, tão novinho, só 15 aninhos" e por aí vão as frases, nós (é claro) nos sentindo as últimas bolachas do pacote né, mas depois conhecendo todo mundo, se acostumando com aquilo, começando a fazer "amizades" dentro do grupo, aquele grupo começa a te introduzir no estilo de vida que a maioria dos gays e lésbicas levam, aquela vida onde tudo parece tão promisso e legal, onde têm festas com muita bebida e drogas, e também muito sexo e você vai indo, achando que está ficando "experiente", quando na verdade não está, você só está sendo mais um daquele grupo de tantos que daqui a alguns anos não vai ser nada, só vai viver de lembranças de como a juventude foi boa, sendo que aquele período não volta mais, e que agora seria impossível ter um estilo de vida como aquele de volta, porque você não tem mais condições financeiras nem psicológicas pra aguentar tudo aquilo de novo, sim, eu já usei maconha e cocaína, poucos ainda não experimentaram isso, e não, não é uma coisa de que me orgulhe, apenas olho pra trás e agradeço por ter saído daquela antes, fico pensando como seria minha vida agora se continuasse daquele jeito, não teria vida...
Mas antes de todo esse capítulo aconteceu um período de grande aprendizado e preparação, foi com um gay mais velho que não dizer o nome, apenas vou me referir a ele pelo apelido carinhoso que nós colocamos nele: Garétte, sim essa pessoa foi muito importante na minha vida, foi uma amizade muito boa, com ele aprendi, "fervi" vivi ótimos momentos, ele me ensinou muitas coisas sobre o lado negro deste mundo, me advertiu, e graças a isso não caí em muitas furadas, na verdade ele foi o primeiro gay assumido que eu tive contato na vida.
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